9 de set de 2014

EFETIVO MURALHA: Sindespe pede revisão do quadro funcional padrão

 Esta precisando Urgente mesmo. Tem muitas unidades 

do interior especialmente, incluindo a que trabalho, 

onde ficamos nas torres  oito horas por dia, com 

prontidão de 2 AEVPs, um absurdo o que acontece;  

pior que não tem culpado, brincam de fazer segurança 

e nós temos que arcar com as consequências.


Parabéns ao sindicato pela atitude. Embora para 4 torres um efetivo de 42 não é o bastante, a não ser que não estejam contando com a diretoria, caso contrario, ainda faltará efetivo .




MPL – Módulo Padrão de Lotação, nada mais é do que o quandro funcional que determina um padrão para lotação funcional da Unidade.
Em vigor desde 2001 quando da criação do cargo, por um Grupo de Trabalho constituído por pessoas que ainda desconheciam a função já que não havia AEVPs ainda contratados, só a lei, o mesmo nunca passou por uma revisão.
O problema é que com o passar dos anos alguns benefícios foram adquiridos aos integrantes da carreira, como licença prêmio, férias, folga SAP, benefícios esses que não foram previstos, resultando num quadro obsoleto e que hoje trás riscos a integridade física do servidor e principalmente o que mais preocupa à segurança dos presídios paulistas.
Sua regra básica original era um cálculo simples, considerando que a escala de postos regimentada na época era de 3 horas de vigilância em torre, alternadas a 3 horas de prontidão interna no corpo da guarda (3×3), calculava-se assim:
[Nº de Turnos de serviço] x [Nº de Postos (Torres)] x [Nº AEVP por Torre] = Nº de AEVPs em escala de Vigilância total na Unidade
+
[01 (Diretor)] + [04 (Chefe)] + [04 afastamentos (folga SAP)]
________________________________________________
TOTAL GERAL DE AEVPs EM LOTAÇÃO
O que resultou na seguinte tabela:
3 Postos, 4 Turnos, 2 AEVPs por torre cada + Equipe de Comando e 4 Ausentes = 33 AEVPs
4 Postos, 4 Turnos, 2 AEVPs por torre cada + Equipe de Comando e 5 Ausentes =42 AEVPs
5 Postos, 4 Turnos, 2 AEVPs por torre cada + Equipe de Comando e 6 Ausentes = 51 AEVPs
6 Postos, 4 Turnos, 2 AEVPs por torre cada + Equipe de Comando e 7 Ausentes = 60 AEVPs
7 Postos, 4 Turnos, 2 AEVPs por torre cada + Equipe de Comando e 8 Ausentes = 69 AEVPs
8 Postos, 4 Turnos, 2 AEVPs por Torre cada + Equipe de Comando e 10 Ausentes = 79 AEVPs
Isso sem contar que esse projeto não zelou sequer pelo perímetro de vigilância, pois há unidades compactas com 4 torres  em e uma muralha de 17500 m² enquanto outras em formato de espinha com as mesmas 4 torres tem vão de 45000 m² a 78200 m².
O que leva o SINDESPE a acreditar que não só o número de postos deve ser considerado mas também deve haver um expoente que é o perímetro de cobertura pela equipe de reforço em prontidão.
Assim sendo o SINDESPE encaminhará essa semana um novo projeto, o qual teve apoio e participação de Diretores de Centro de Escolta e Vigilância buscando um número seguro a disciplina carcerária e ao cumprimento de penas, onde usará como base de calculo o número de torres e o perímetro de vigilância da muralha, considerando a possibilidade de um efetivo ativo e outro em gozo de licenças, férias, folgas e abonadas.
Estamos preocupados com a questão de efetivo e segurança há anos, porém agora se agrava com a implantação da escolta, já que a SAP prioriza a contratação de novos agentes para tal função e deixando em abandono a questão da muralha, corremos o risco de em breve perdermos tudo que construímos em anos, pois o risco de fuga com o abandono da muralha se torna inevitável. Foi assim com a PM priorizaram escolta e abandonaram as torres, o resultados todos sabemos, foi o que cuminol na criação do nosso cargo para por fim às fugas cinematográficas e sem controle.
VEJA O PRÉ-PROJETO ANALÍTICO PARA ALTERAÇÃO DO MÓDULO PADRÃO:


Fonte : SINDESPE